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Terremoto no Haiti: A internet como fonte de informação

13/01/2010
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Na noite de ontem tivemos a triste notícia que um tremor de magnitude 7 afetou o Haiti e hoje já pode-se falar que o número de vítimas fatais chegam a mais de 100 mil. Nesse intervalo, notícias, fotos e vídeos começaram a pipocar no Twitter, antes mesmo da mídia tradicional. Mas vou falar só do caso que mais me chamou atenção, que foi do fotógrafo Daniel Morel.

Reprodução/Twitpic

Reprodução/Twitpic

O fotógrafo haitiano começou a publicar suas fotos em seu Twitter e logo teve repercussão na mídia. Jornais de todo o mundo estavam replicando as fotos negociadas através das agências AFP e Reuters.

Fui procurar saber mais sobre Morel e acabei encontrando uma entrevista de novembro do ano passado. Lendo a matéria parece até que ele respondeu tudo aquilo por antecipação, mas não foi a primeira vez que ele fez esse tipo de trabalho.

Daniel Morel é bem conhecido e respeitado em todo o Haiti, por onde vai leva sua câmera. Trabalhou para a AFP e Reuters, mas já deixou o jornalismo diário, ele a descreve como uma fábrica de notícias. Ele explica:

Depois é mais importante para mim. Depois é, quando você começa a verdadeira notícia. Fotojornalismo não é sobre tirar fotos de cadáveres. Fotojornalismo é sobre a beleza da humanidade. Eu quero mostrar a felicidade – e dor. Não é fácil trabalhar como jornalista no Haiti, onde as pessoas são dignas, mas pobres e presas, às vezes pela violência política e desastres naturais. quando vou tirar fotos das pessoas, elas sabem que eu estou lá para espalhar a palavra, para espalhar a notícia, estão sempre felizes em me ver.

Em um trecho da entrevista ele cita ainda sobre a internet e outras novas tecnologias onde podemos atingir diretamente o público que eram inimagináveis antes, o que me lembrou o artigo Fotografia na Internet, publicado pelo fotógrafo Clicio Barroso em seu blog. Leia a entrevista na íntegra, em inglês.

Galerias de fotos da tragédia no Haiti:

update (20:52):
O G1 postou informações para ajudar as vítimas do Haiti, veja aqui.