Persona Coletivo SX70

9/12/2009
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Persona SX70

Pra quem gosta das fotografias instantâneas, a mostra “Persona Coletivo SX70″ é um prato cheio, porque além de estar repleta das fotos, elas foram feitas com a digna câmera SX70.

O coletivo SX70 é formado pelos fotógrafos Armando Prado, Claudio Elisabetsky, Fernando Costa Netto, Marcelo Pallotta, Paulo Vainer, Ricardo Van Steen e Roberto Wagner. Uma vez por mês eles fazem uma intervenção em alguma rua movimentada de São Paulo, colando lambe-lambes com ampliações das fotografias em muros.

Mas agora as fotografias estão expostas na Galeria Mezzanino e permanecem lá até o dia 31 de dezembro.

Outra dica é a exposição do Walker Evans no MASP, que já comentei aqui, tem uma seção só com fotos tiradas com a SX70, ainda tem uma citação do fotógrafo que diz:

Peguei agora aquela camerazinha SX70 de brincadeira e fiquei muito interessado. Estou muito animado com ela. Mas, um ano atrás, teria dito que a cor é vulgar e não deveria ser utilizada em nenhuma circunstância. Com esta câmera, o trabalho acaba assim que se aperta o botão. Acho que é a primeira vez que se pode por uma máquina nas mãos de um artista e deixá-lo que se preocupe somente com a sua visão, seu gosto e sua mente.

Persona Coletivo SX70
Galeria Mezzanino – rua Haddock Lobo, 1.151, Jardins
de 8 a 31 de dezembro (2ª a sáb., das 10h às 20h)
gratuito

Walker Evans
MASP – Avenida Paulista, 1.578 – telefone: 11 – 3251-5644
1 de outubro a 10 de janeiro de 2010 (de ter. a dom. e fer., das 11h às 18h. Às qu., das 11h às 20h)
R$ 15,00 (quintas-feiras gratuito)

Mais exposições em destaque

12/10/2009
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No MASP já está rolando a exposição Walker Evans, que mostra 120 imagens de 50 anos de carreira de um dos maiores nomes da fotografia mundial. A exposição vai até o dia 10 de janeiro de 2010. Mais informações no site do MASP.

Já no dia 15 de outubro vai começar a exposição As Invenções da Fotografia Contemporânea, no Itaú Cultural. Com curadoria de Eder Chiodetto e Jean-Luc Monterosso, a mostra questiona o conceito de realidade e ficcção no registro fotográfico e abrem um painel de discussão sobre o estágio atual da fotografia. A programação completa pode ser vista no site do Paraty em Foco.

Além dessas duas, já mencionei sobre outras que também estão acontecendo em São Paulo: Henri Cartier-Bresson e Bressonianas no Sesc Pinheiros e Robert Polidori no Museu da Casa Brasileira.

Vik Muniz no MASP

26/04/2009
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Olhe à sua volta: há um mundo de coisas para as quais você não dá a menor importância. Poeira? Você já considerou a poeira como algo possível de ter outro significado? E o lixo, pode ser algo além de ser, simplesmente, lixo? Pois bem, um artista brasileiro — seu nome é Vik Muniz — foi capaz de olhar essas coisas cotidianas e, com elas, recriar possibilidades de apresentar e perceber o mundo.

Hoje tive o prazer de ver a exposição que mostra a retrospectiva dos 20 anos de carreira do artista plástico, Vik Muniz, que está sendo exibida no MASP em São Paulo com uma coleção de 131 obras, um composto de escultura, pintura e fotografia.

O artista começou sua carreira como escultor e sempre fotografava suas obras para documentá-las, foi assim que percebeu que era das imagens que ele gostava, de como ele posicionava a escultura para ser vista na foto.

A exposição conta com obras feitas com os mais inusitados tipos de materiais, como comidas, lixo, arame e algodão, todas exibidas ao público como uma fotografia.

Reprodução de Monalisa por Vik Muniz

Entre suas obras, uma das mais famosas é a reprodução de Monalisa, de Leonardo Da Vinci, feitas com geléia e pasta de amendoim.

Achei interessante na seção onde ficam os desenhos, onde ele reproduz fotografias famosas e depois as fotografa. As fotos são todas propositalmente desfocadas, para assim suavizar os erros nos desenhos. Isso nos faz concordar plenamente com a frase do fotógrafo Henri Cartier-Bresson, que diz: “foco é um conceito burguês”.

Ainda na exposição, algumas telas exibem o making of de algumas obras para mostrar todo o processo criativo.

Para ter idéia desse trabalho fantástico, só vendo pessoalmente, já que para Vik Muniz, o artista faz apenas a metade do trabalho, a outra parte é feita pelo espectador, que exerce um papel ativo.

Serviço

Onde?
MASP
Avenida Paulista, 1.578

Quando?
Até 12/7. Das 11 h às 18 h (quinta, das 11h às 20h; fecha às segundas). R$ 15 (Terça: Grátis).

Informações
Tel.: (011) 3251-5644